Fonterra: quando eficiência no agro deixa de ser só produção e vira inteligência operacional

 

A Fonterra, cooperativa da Nova Zelândia, é uma das maiores empresas globais de lácteos. Seu desafio é operar uma cadeia complexa: produtores, captação de leite, plantas industriais, exportação, qualidade, energia, sustentabilidade e atendimento a mercados internacionais.

Em escala global, pequenas falhas de coordenação geram grande impacto: atrasos, perdas, custos industriais, baixa utilização de ativos e menor previsibilidade.

 A Fonterra vem investindo em automação, dados e inteligência artificial para melhorar a coordenação das operações. Em 2025, a empresa destacou o uso de IA e automação em suas plantas, com foco em acesso a dados em tempo real, melhor coordenação entre áreas, redução de interrupções e avanço para modelagem de cenários com apoio de IA.

Também há investimentos industriais relevantes, como a expansão da unidade de Clandeboye para aumentar capacidade em produtos de maior valor agregado, dentro de uma estratégia de crescimento e eficiência operacional.

 No ano fiscal de 2025, a Fonterra reportou lucro operacional de NZ$ 1,7 bilhão, acima dos NZ$ 1,5 bilhão do ano anterior.

A expansão em Clandeboye prevê aumento de capacidade de manteiga em até 50 mil toneladas por ano, com investimento de NZ$ 75 milhões.

Em automação industrial, a planta de Darfield, com suporte tecnológico da Schneider Electric, tem capacidade de processar entre 4,2 e 4,4 milhões de litros de leite por dia e produzir mais de 30 toneladas de leite em pó por hora.

O caso combina:

  • automação industrial;
  • dados em tempo real;
  • inteligência artificial;
  • modelagem de cenários;
  • gestão de capacidade;
  • excelência operacional;
  • investimentos em ativos críticos;
  • sustentabilidade e eficiência energética;
  • integração entre produção, planejamento e mercado.

A principal lição é que eficiência operacional no agro não pode ficar limitada ao chão de fábrica ou ao campo.

Empresas brasileiras de laticínios, frigoríficos, cooperativas e alimentos podem aprender que:

  • dados em tempo real reduzem decisões no improviso;
  • automação só gera valor quando conectada à gestão;
  • capacidade instalada precisa estar alinhada à estratégia comercial;
  • IA deve apoiar cenários, prioridades e tomada de decisão;
  • eficiência operacional exige integração entre produção, manutenção, qualidade, logística e mercado.
Estudo de Caso: Fonterra

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